Juliana Antunes – Estudante on-line



Síntese do debate sobre Autenticidade e a Transparência na Rede

O grupo de trabalho foi constituído por Alberto Cardoso,  Juliana Antunes e Maria João Spilker ( Equipa 6) e pelo Professor António Texeira como moderador do debate.

Questão  1: Em que medida a nossa identidade digital é um prolongamento da nossa identidade pública ou um campo alternativo de expressão de uma dimensão escondida da nossa personalidade íntima?

– A identidade digital é a representação digital dos dados relacionados com uma pessoa, empresa, sistema, máquina, acessível através de meios técnicos.. Ou seja, abrange um conjunto de informações actualizadas, organizadas e codificadas em meios informáticos, relativamente a pessoas físicas e jurídicas. (Wikipédia)

– Com o crescimento da  utilização de dados pessoais na rede, através das novas tecnologias, os indivíduos estão mais vulneráveis ao acesso indevido à informações privadas.

– A medida é determinada por cada um, de acordo com a forma que faz uso da rede e da tecnologia. Pode ser um prolongamento de nossa identidade pública, e cada vez mais a sociedade caminha para isso, na medida que os serviços que a sustentam passam a ser também realizados no ambiente virtual.

– A Internet é um meio livre, sob esta perspectiva a identidade digital das pessoas pode ser a representação de uma dimensão íntima escondida de cada um. Através destes disfarces as pessoas tendem a ficar mais livres para ousar e demonstrar seus reais interesses e emoções, sem receio dos julgamentos sociais.

– Hoje em dia, a identidade digital existe e nem sempre se tem controlo sobre ela. Ela pode ser criada, gerida, mas também manipulada ou mesmos roubada.

– Se o individuo se movimenta por várias áreas de interesse na internet, então ele pode apresentar várias identidades digitais, podendo ser elas complementares, ou suplementares. Se numa ele se apresenta como profissional (no LinkedIn, por exemplo), numa outra rede social se apresenta como estudante de mestrado (num blog de um mestrado ou na comunidade de uma conferência, por exemplo), numa outra como simples cidadão (no facebook, por exemplo)… Essas identidades digitais podem ser uma forma de se apresentar como um individuo multifacetado, elas se complementam.

Conclusão pessoal:  Parece-me que os 3 concordam com a possibildade de co-existir na rede a identidade pública e a identidade privada, que muitas vezes é uma representação íntima de algo escondido que não se apresenta no mundo real.

 Questão 2: O perigo da fraude intelectual (ex.: plágio) aumentou com o advento da internet?

– quanto mais informação tivermos disponível, mais fácil será de a usarmos (e isto poderá ser plágio). Provavelmente começamos também a valorizar conteúdos, não nos importando com os autores, mas com a importância da informação.

-O plágio é o acto de assinar ou apresentar uma obra intelectual de qualquer natureza (texto, música, obra pictórica, fotografia, obra audiovisual, etc) contendo partes de uma obra que pertença a outra pessoa sem colocar os créditos para o autor original. No acto de plágio, o plagiador apropria-se indevidamente da obra intelectual de outra pessoa, assumindo a autoria da mesma.

– A Internet facilita o acesso a informação, mas isso não significa que as pessoas utilizem-na sem nenhuma regra ou sem considerar as leis de propriedade intelectual. Muitas pessoas fazem, mas o plágio já existia antes da internet…

– Por outro lado, as ferramentas de busca e filtragem tornaram mais acessíveis a identificação das utilizações arbitrárias. Portanto a Intenet também facilita a identificação do plagiador. Em qualquer momento se pode procurar por um trecho de texto na internet e verificar que já foi antes escrito por outro autor, que já foi publicado num outro congresso, etc.

Conclusão pessoal:  Sobre este tópico, todos pareceram-me concordar que a Internet permitiu uma maior acessibilidade as informações e ao mesmo tempo potencializa o controlo da utilização indevida.  

Questão 3: É possível alguma entidade particular ou alguém (e se sim, qual ou quem) controlar a rede?

– De acordo com Lévy, é certo que não há uma autoridade central que garanta o conjunto de informações na rede, mas existe as instituições e pessoas que mantêm os sites e que assinam as suas contribuições e defendem sua validade frente à comunidade dos internautas…Além disso, há uma espécie de opinião pública em funcionamento na Internet.Os melhores sites e melhores contributos são frequentemente citados ou mostrados em exemplos em diversos canais (on-line ou impressos)…O funcionamento da rede depende essencialmente, portanto, da responsabilidade dos fornecedores e usuários de informação num espaço público. A ausência de ordem global a priori não impedem pessoas ou colectivos no ciberespaço, se orientem e se organizem.

– De acordo com Levy e Castels, a rede deve se auto regular, ou seja, cada participante da mesma tem responsabilidade sobre a sua manutenção e estabilidade. Não é possível que um organismo ou alguém pudessse o fazer sem prejudicar a produção de conhecimento que a rede potencializa.

– Quais as razões para querer controlar a Internet? Apologistas da censura, justificam-na como forma de: combater pornografia, pedofilia, crimes digitais, em geral; evitar a exposição digital de dados pessoais e Promover a confiabilidade das informações disponibilizadas, evitando a manipulação das massas, mas também a propagação, consciente ou inconsciente de informações erradas.

– Mesmo pressupondo uma censura como forma de proteger direitos, como instaurar uma censura? Por país? O que é censurável num país, pode não o ser segundo as leis do país vizinho. A Internet não tem fronteiras.

– Terá talvez antes que existir um código de conduta (ou uma ética) global, intercultural? Até que ponto não será antes desejável aprender a lidar com a Internet, em vez de censurar ou tentar controlar através de estados ou organizações? A Internet permite a partilha de informações de uma forma globalizada e tudo possível e imaginado nela se encontra. Ela é um espelho da sociedade atual e, ao mesmo tempo, influência essa mesma sociedade.

– O controlo da rede tem uma dualidade de respostas: não, não se pode controlar a rede, mesmo com todos os novos sistemas inteligentes de controlo, ou com as firewalls, antivírus, etc, há e haverá sempre modo de alguém entrar indevidamente na rede, nem que seja para provar que a rede não é inviolável. Testes de invasão executados por empresas especializadas em segurança têm mostrado um ambiente onde a rede corporativa e a Internet são separadas por firewalls e proxies, onde o servidor Web corporativo e os servidores de correio electrónico são, às vezes, deixados do “lado de fora” da rede. Se há uma porta aberta então a resposta sobre o controlo da rede tem de ser também positiva: sim, é possível que alguém controle a rede.

Conclusão pessoal:  Aqui há uma distinção de opinião, dois participantes do debate acham que o controlo da rede não é possível e seria prejudicial para o formento da rede como geradora de conhecimento. Embora concorde com isso, o terceiro participante acredita na viabilidade do controlo.

Questão 4: Em que medida a rede é segura e em que medida a informação nela partilhada é confiável? Quem o pode garantir?

– rede não é segura. E temos que ter sempre isso presente em todas as ações nelas realizadas.Tenta-se conceber canais de informação com alto índice de segurança, para que os dados que nela são transmitidos e que devem ser de cariz privado, como sejam, dados bancários, não sejam interceptados. Só que na Internet e com os devidos programas essa recolha indevida de dados pode acontecer em grande escala.

– Também aqui, talvez mais que a demonização de colocação (consciente ou inconsciente) de informações não verdadeiras, não-confiáveis, seja importante saber que temos que procurar cimentar o que encontramos com informação através de diferentes autores, de diferentes sites, de diferentes fontes. Ou seja, não só a informação em si tem que ser confiável, também o autor desta o deve ser.

– Relativamente à questão da confiabilidade da informação partilhada, mais uma vez aqui é resposta tem de ser sim e não. Não, porque hoje em dia é possível para qualquer pessoa enviar informações para a rede de uma forma gratuita e universal, sem necessidade de confirmar essas informações. O que pode parecer verdade nem sempre estará correcto. E sim, porque se tivermos algum cuidado na nossa pesquisa poderemos sempre verificar se estamos a navegar em sítios seguros, que nos podem dar alguma garantia de rigor.

– Será que o primeiro resultado de uma pesquisa no Google é relevante e confiável? Somente sei que tem a ver com o número de vezes que a palavra sobre a qual estamos a pesquisar e com a popularidade do site ou página. Há quem consiga manipular esse rating.

– A responsabilidade de garantir a credibilidade da rede é dos utilizadores e das instituições que se encontram nela.

Conclusão pessoal: Concluiu-se que a rede não é ainda segura e que é preciso cautela com as informações que se encontram na rede. A questão da popularidade que poderia ser sinónimo de credibilidade, também deixa dúvidas porque poderá existir a possibilidade de serem dados manipulados. Os uilizadores precisam ter cuidado com o que e como divulgam os seus dados na rede e com o que encontram de informação também.

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